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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Luz, câmera... FOTOJORNALISMO!


Em plena 11h30, debaixo de um sol nada escaldante, saímos eu e minha dupla (Gabriel Rodrigues) para cumprirmos algumas das pautas propostas pelo Professor da disciplina, Rodrigo Rossoni. A missão era cumprir de três a quatro, das cinco pautas elaboradas por Rossoni, para termos uma noção mais ampla do que é fazer uma imagem fotojornalística.  Até aí, tudo bem.

O desafio maior, em si, não era apenas conseguir uma boa foto. Isso já é o esperado, afinal, já passei pela disciplina COM112 - Oficina de Audiovisual, onde foram ensinadas as primeiras técnicas de como utilizar uma câmera profissional (D-90) e a realizar boas imagens. A história em Fotojornalismo é outra.

Cumpri três pautas, das cinco apresentadas, que foram as seguintes: 1. Explorar visualmente, com humor, o esforço da subida diária dos estudantes da UFBA que utilizam a escadaria que dá acesso à Politécnica; 2. Abordar situações interessantes na biblioteca central da UFBA, em Ondina, de silêncio, conforto nas cadeiras, aglomerações, enfim, as condições de estudo. 3. Por fim, fotografar as condições de atendimento, serviço e aglomeração dos restaurantes do meu campus, que é, no caso, em Ondina. O RU (Restaurante Universitário) foi o local escolhido, famoso por suas filas “inacabáveis” e aglomeração de pessoas.

Como a saída para cumprir as pautas foi um exercício experimental e de diagnóstico, utilizei as técnicas mais simples de captação de imagens. Para fotografar a escadaria, por exemplo, coloquei o ISO em 200, pois tinha muita luz, no caso, muito sol. Tentei, também, deixar o obturador menos tempo aberto para que não entrasse muita luz e estourasse as fotos. Já na biblioteca e no RU, o ISO variou entre 1600 a 3200, pois, em algumas partes desses ambientes, havia pouca iluminação. Para todas as pautas, utilizei foco manual, e o diafragma (dispositivo da lente que possibilita a maior ou menor passagem de luz) entre F5.6 e F11.

Fazer uma foto que realize, por si só, uma leitura sobre o que está acontecendo naquele âmbito que está sendo retratado para que entre na construção da notícia, requer o dobro de atenção à pauta e olhar sensitivo, e, ao mesmo tempo, pensar rápido, pois quase nunca os veículos de comunicação dispõem de muito tempo para que o fotojornalista possa elaborar a cena a ser registrada. Agora é aguardar a avaliação do mestre e verificar se consegui chegar, pelo menos, próximo do que se requer, de fato. Vejo vocês!

Cláudio Jansen

Primeiro contato


Na segunda-feira, 17, a turma pôde experimentar, pela primeira vez, uma parcela do que vem a ser o fotojornalismo e o dia a dia de um fotojornalista. O primeiro exercício de cumprimento de pautas foi um tanto democrático e, por que não dizer, “teve colher de chá”. Entre as pautas propostas, os alunos da disciplina puderam optar por aquelas que mais se identificaram. Cada instante é único e essa é a grande “tirada” do fotógrafo nesse ramo da fotografia.

As dificuldades existem principalmente no que diz respeito aos fenômenos naturais: fotografar sobe o sol de meio dia, no qual o calor é excessivo e há excesso de luz combinado com as sombras é uma tarefa um tanto difícil – é preciso manter a qualidade da imagem e equilíbrio na fotometragem.

O fotojornalista deve estar preparado em todas as situações para driblar de forma ágil os fatores que possam comprometer o resultado final de sua tarefa: cumprir as pautas com as melhores fotografias possíveis para cada situação, principalmente em épocas de avanços tecnológicos em que maior parte da população possui alguma forma de registro: câmeras compactas, celulares com câmeras, canetas com câmeras etc.

Para início há uma sensação de tarefa cumprida, traduzir através de imagens a notícia é uma tarefa difícil e que exige bastante prática.


Bruno Santos