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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A geração de sentido na linguagem fotográfica


A aula de hoje discorreu sobre a geração de sentido no fotojornalismo. Na produção fotográfica tende-se a acreditar que o repórter fotográfico aciona o botão da câmera no momento exato do acontecimento e pronto! A imagem retrata a realidade carregada de sentido que o repórter fotográfico quer dá. Isso pode ser real, mas nem sempre é assim que acontece. A produção fotográfica para o jornalismo tem suas particularidades que devem ser observadas pelo repórter fotográfico a fim de aproximar o leitor da mensagem que ele presenciou, fotografou e que quer transmitir. Esse profissional deve ter claro que não vai apenas captar imagens, ele vai também registrar a sua opinião sobre aquele.

O que faz uma fotografia jornalística ser merecedora de um Pulitzer é o uso criativo que se faz dos elementos que compõem a linguagem fotográfica no momento de retratar a realidade, o acontecimento. É preciso também que o repórter fotográfico tenha como ponto de partida um S.A.C (sujeito, ambiente, circunstância) que o situe no contexto daquele acontecimento.

Composição: é o arranjo visual dos elementos. Compor é capacidade para selecionar e dispor os elementos a ser fotografado de forma que melhor atenda aos objetivos. Na composição o fotógrafo utiliza regras básicas como regra dos terços, molduras, justaposição, equilíbrio, contextualização, referência. O lugar onde ele decide se posicionar para fazer a foto também tem sua importância na composição.

Enquadramento: distanciamento da câmera em relação ao objeto a ser fotografado (planos). O fotógrafo determina o sentido visual através da orientação da câmera, destaque e cortes na imagem. É basicamente uma atividade seletiva.


Maria Virginia

A complementariedade da fotografia à linguagem escrita


Olá, queridos! Bem, hoje venho passar para vocês um pouquinho do que estudamos na aula do dia 07 de janeiro, e acrescentar junto ao que direi informações sobre leituras feitas por mim durante o recesso. Na última aula que tivemos tratamos do tema: linguagem fotográfica e informação, onde nosso professor Rodrigo Rossoni nos explicou quais seriam as regras básicas da linguagem fotográfica e como torna-la uma imagem com um alto teor de informação, pois, a imagem fotojornalística tem que coincidir com o texto ao qual se aplica a ela. Antes de tudo, temos que saber o que é o S.A.C. Só pra deixar claro, S.A.C. não é serviço de atendimento ao consumidor, não. Ok? No nosso caso, significa Sujeito, Ambiente e Circunstancia, onde a circunstancia vem antes do sujeito, que vem antes do ambiente. É necessário entender do que se trata a pauta para depois produzir a foto.

Com esta noção de ambiente se começa a pensar no uso da linguagem fotográfica para construir a imagem, fazendo com que ela expresse aquilo que o texto quer dizer, utilizando composição da imagem, enquadramento, ângulo, luz, entre outras técnicas fotográficas. A fotografia e a linguagem escrita se complementam, enquanto uma narra com palavras, a outra narra mostrando aquilo que está escrito através da foto. O livro “Teoria de la imagem peridodistica” reforça este aspecto e do quanto é importante que o repórter fotográfico esteja ciente das informações das quais ele terá que registrar, é um livro muito bom não só para quem gosta ou faz fotojornalismo, mas também para quem estuda teoria da imagem e quem faz jornalismo. Afinal, fotografia e jornalismo andam juntos. Fica a dica.


Ruth Hirte

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Linguagem fotográfica e informação


A aula desta segunda-feira (7) trouxe para discussão a relação entre Linguagem fotográfica e Informação. O professor Rodrigo Rossoni abriu a exposição falando sobre um detalhe que, para ele, é fundamental: no fotojornalismo a produção da imagem pode unir beleza e informação, porém, certamente, o profissional desta área deve estar muito mais atento ao ato de comunicar o fato ou o evento, através do registro fotográfico.

Foi apresentada à turma a Estrutura de produção da imagem, que começou pela importância da implantação de uma editoria de fotografia dentro do veículo ou instituição, isso significa garantir imagens profissionais com qualidade.  Depois falamos sobre o repórter fotográfico, aquele que além do conhecimento técnico em fotografia deve ter o “olhar jornalístico”. Mas, para garantir uma boa foto e comunicar desde o fato previsto na pauta até situações adversas, depende-se do que o fotógrafo traz em sua bolsa. O profissional precisa está munido de câmera, lentes, flashs (mais de 1 para o caso de composição de cena), proteção contra às adversidades do ambiente como a chuva, e, as mais importantes (depois da câmera): bloco de papel e canetas (é preciso coletar o máximo de informação sobre aquilo que se está registrando).

Seguimos falando sobre a pauta, que serve como um verdadeiro norteador para o repórter, e o exercício de “estar em campo”, onde é preciso ter domínio do equipamento, diálogo com o repórter de texto e o olhar atento para explorar a linguagem.



Entre outros assuntos, Rossoni  finalizou falando sobre a Escrita Fotográfica, também chamada de Gramática Fotográfica. Antes de apresentarmos os 10 pontos desse instrumento, o fotógrafo deve saber que ele deve ter total controle do S.A.C (Sujeito, Ambiente e Circunstâncias) para só então partir para atender os itens abaixo:

ESCRITA FOTOGRÁFICA / GRAMÁTICA FOTOGRÁFICA

1. Composição
2. Enquadramento
3. Ângulo
4. Planos de imagem
5. Luz
6. Aberrações específicas
7. Foco
8. Movimento/Borrado
9. Cor/PB
10. Ponto de vista


Laís Gomes