Em plena 11h30, debaixo de um sol nada escaldante, saímos eu e minha dupla (Gabriel Rodrigues) para cumprirmos algumas das pautas propostas pelo Professor da disciplina, Rodrigo Rossoni. A missão era cumprir de três a quatro, das cinco pautas elaboradas por Rossoni, para termos uma noção mais ampla do que é fazer uma imagem fotojornalística. Até aí, tudo bem.
O desafio maior, em si, não era apenas conseguir uma boa foto. Isso já é o esperado, afinal, já passei pela disciplina COM112 - Oficina de Audiovisual, onde foram ensinadas as primeiras técnicas de como utilizar uma câmera profissional (D-90) e a realizar boas imagens. A história em Fotojornalismo é outra.
Cumpri três pautas, das cinco apresentadas, que foram as seguintes: 1. Explorar visualmente, com humor, o esforço da subida diária dos estudantes da UFBA que utilizam a escadaria que dá acesso à Politécnica; 2. Abordar situações interessantes na biblioteca central da UFBA, em Ondina, de silêncio, conforto nas cadeiras, aglomerações, enfim, as condições de estudo. 3. Por fim, fotografar as condições de atendimento, serviço e aglomeração dos restaurantes do meu campus, que é, no caso, em Ondina. O RU (Restaurante Universitário) foi o local escolhido, famoso por suas filas “inacabáveis” e aglomeração de pessoas.
Como a saída para cumprir as pautas foi um exercício experimental e de diagnóstico, utilizei as técnicas mais simples de captação de imagens. Para fotografar a escadaria, por exemplo, coloquei o ISO em 200, pois tinha muita luz, no caso, muito sol. Tentei, também, deixar o obturador menos tempo aberto para que não entrasse muita luz e estourasse as fotos. Já na biblioteca e no RU, o ISO variou entre 1600 a 3200, pois, em algumas partes desses ambientes, havia pouca iluminação. Para todas as pautas, utilizei foco manual, e o diafragma (dispositivo da lente que possibilita a maior ou menor passagem de luz) entre F5.6 e F11.
Fazer uma foto que realize, por si só, uma leitura sobre o que está acontecendo naquele âmbito que está sendo retratado para que entre na construção da notícia, requer o dobro de atenção à pauta e olhar sensitivo, e, ao mesmo tempo, pensar rápido, pois quase nunca os veículos de comunicação dispõem de muito tempo para que o fotojornalista possa elaborar a cena a ser registrada. Agora é aguardar a avaliação do mestre e verificar se consegui chegar, pelo menos, próximo do que se requer, de fato. Vejo vocês!
Cláudio Jansen
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